Transistor – Bloco por bloco, byte por byte

A paisagem ao seu redor é de uma cidade moribunda. Cloudbank está se tornando um nada, uma sombra do que era. Aos poucos ela é apagada por robôs brancos chamado de Process. Bloco por bloco, byte por byte. Você escuta uma voz. Não é a sua. Apesar de ter sido uma estrela, uma renomada cantora, você já não consegue mais cantar. A voz vem de uma espada. Transistor.

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No jogo, você assumirá o papel de Red, uma cantora que perde a voz e está sendo perseguida pelo Process. Em sua fuga ela encontra Transistor, uma misteriosa espada falante, que é a grande estrela do novo jogo da Supergiant Games.

O jogo

Assim como seu predecessor Bastion, o primeiro jogo do estúdio, Transistor é um RPG de ação que passa em um mundo morrendo e um narrador que te faz companhia enquanto você joga. O trabalho de narração, tido como um dos principais fatores do sucesso de Bastion (e com razão) é realizado pela mesma equipe no lançamento. Até mesmo os mesmos atores fizeram as vozes. E novamente ele ficou sensacional. A narração confere emoção à aquele silencioso protagonista – Red – e oferece conselhos e contexto para o mundo. O narrador também explica toda a história ao longo do jogo, explorando a Camerata, a obscura organização por trás dos destrutivos robôs “Process”.

A principal mudança vem na jogabilidade. Dessa vez, a parte RPG é mais latente do que em Bastion. Em Transistor você poderá congelar o tempo e iniciar um modo de planejamento denominado Turn. Nele você poderá criar uma sequência de movimentos a ser seguida, seja se movendo ou atacando seus oponentes. Posicionamento e pensamento estratégico são vitais para o sucesso de um combate! A maioria das habilidades poderá atingir mais de um inimigo, se você for capaz de escolher o ângulo certo.

Após definir quais serão seus passos, o mundo voltará a girar. Seus inimigos, porém, se moverão em slow-motion enquanto Red ataca em tempo real. As animações e séries de movimentos são belíssimas e merecem ser assistidas cada vez que bem executadas.

Jogabilidade

Assim como Bastion, o jogo é primariamente desenvolvido para ser jogado com controle. Jogá-lo em um computador usando mouse e teclado, apesar de possível, piorará um pouco a experiência. A grande vantagem fica com o sistema de Turn. Por conseguir pausar o combate, os comandos ruins não afetarão tanto sua eficiência bélica.

Transistor é um híbrido entre combate em tempo real e baseado em turnos, infinitamente maleável graças às habilidades que a espada possui. Ao todos serão 16 funções que poderão se ativadas – stuns, ataques à distância, explosões AOE, esquivas, dentre outros – ou usadas como uma melhoria para outra função. Como se não fosse suficiente poder combinar 16 funções entre si, é possível equipá-las em um campo de habilidades passivas. Dessa forma, elas terão um efeito totalmente diferente. As possibilidade são inúmeras, dando muita liberdade para os jogadores.

Novamente a Supergiant se esforçou e criou um jogo espetacular com uma arte única. Assim como Bastion, Transistor é muito bonito e agradável aos olhos. E claro, aos ouvidos. A trilha sonora foi feita pela mesma dupla do primeiro jogo, Darren Korb e Ashley Barrett, e é de se aplaudir de pé.

O jogo em si merece todo o destaque e sucesso possíveis, mas ele deixa um pouco a desejar em sua história. Enquanto Bastion era profundo e envolvente, Transistor parece um pouco vazio. Nada que diminua a diversão do combate ou não faça você perder algumas horas escutando suas músicas.

E vocês? Gostaram do novo lançamento da Supergiant?

 

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